Na vida académica, saber escrever é mais do que organizar palavras; é também saber respeitar e dialogar com o pensamento de outros autores. Quando escrevemos um trabalho, muitas vezes precisamos de usar ideias de especialistas para fundamentar o nosso raciocínio. É aí que entram as citações directas e indirectas, ferramentas fundamentais para garantir credibilidade, rigor científico e evitar plágio.
1. CITAÇÃO DIRECTA: Quando Usar as Palavras Exactas do Autor
Citação directa é quando transcrevemos exatamente o que o autor disse, sem mudar nenhuma palavra. Usamos esta forma quando queremos destacar uma ideia marcante, uma definição precisa ou uma expressão cuja força seria perdida se fosse reformulada.
Tipos de citação directa:
a) Citação curta (até 3 linhas)
Deve ser integrada no parágrafo, entre aspas.
Exemplo:
Segundo Lakatos e Marconi (2003, p. 151), “a ciência é um conhecimento racional, sistemático, exacto e verificável”.
b) Citação longa (mais de 3 linhas)
Deve ser destacada em parágrafo próprio, com recuo de 4 cm à esquerda, sem aspas, com letra menor.
Exemplo:
> Lakatos e Marconi (2003, p. 34) afirmam:
A pesquisa científica é um processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. É o caminho para se chegar ao conhecimento da realidade, através da investigação ordenada dos fenómenos.
2. CITAÇÃO INDIRECTA: Quando Usar as Ideias com as Tuas Palavras
Citação indirecta (ou paráfrase) é quando escrevemos com as nossas próprias palavras aquilo que lemos no texto de outro autor. A ideia é a do autor, mas a forma de dizer é tua.
Regras:
• Não usar aspas.
• Citar a fonte mesmo assim, pois a ideia continua a ser de outro autor.
Exemplo:
Para Lakatos e Marconi (2003), a pesquisa científica é um caminho organizado e lógico que permite compreender a realidade por meio da observação e análise dos fenómenos.
3. Exemplos com Outros Autores
Franz Kafka – citação directa curta
Kafka (2002, p. 45) afirmou: “A juventude é feliz porque tem a capacidade de ver a beleza. Quem mantém a capacidade de ver a beleza nunca envelhece.”
Franz Kafka – citação indirecta
Kafka (2002) defende que a juventude é um tempo privilegiado por conseguir ver a beleza das coisas, e essa visão preserva a alma contra o envelhecimento interior.
Augusto Cury – citação directa curta
Segundo Cury (2015, p. 22), “quem vence sem riscos triunfa sem glória”.
Augusto Cury – citação indirecta
Cury (2015) ensina que as verdadeiras conquistas exigem coragem e risco, pois vitórias fáceis tendem a não ter grande valor emocional ou pessoal.
Cuidados Essenciais
• Evita o plágio: até uma ideia mal referida é considerada plágio.
• Equilibra as citações: um bom trabalho académico não deve ter só transcrições, mas também análise e pensamento próprio.
• Faz uma boa referência bibliográfica ao final
Citar é uma arte académica: é saber reconhecer os mestres, dialogar com eles e, ao mesmo tempo, construir o nosso próprio caminho intelectual. Seja com Maria Lakatos, Kafka ou Augusto Cury, o importante é usar a citação como ponte para o saber, e não como muleta para preencher páginas
É POR VOCÊ QUE FAZEMOS! ☺️❤️

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